sexta-feira, 28 de abril de 2017

Mulher Pelada no Restaurante


Uma mulher entra pelada no restaurante e o dono fica olhando e começa a tremer Ela senta no balcão e pede uma cerveja, um bife e um refrigerante. Ele chega bem rápido perto dela tremendo.
A mulher pergunta:
- Você nunca viu uma mulher pelada?
E ele responde:
- Mulher pelada eu já vi, quero saber da onde você vai tirar o dinheiro para pagar a conta!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Passarinho Insaciável


Um magnata chega em um restaurante acompanhado por umas quatro mulheres e um canarinho.
Ele escolhe a melhor mesa e pede o que há de mais caro no cardápio, distribui bebida e compra tudo que elas pedem. Mas o mais intrigante é que ele pede 32 sanduíches para o canarinho.
A cena se repete por 6 meses, toda semana o mesmo magnata, outras mulheres mais belas ainda, e os 32 sanduíches para o mesmo canarinho. Um dos sócios do restaurante ficou curioso, mas não sabia como perguntar e, além do mais tinha medo de perder o cliente. Então ele começou a oferecer bebidas de cortesia e brindes para o magnata. Com o tempo foram se tornando amigos, até que um dia ele tomou coragem:
- Sabe, eu sempre fico intrigado... como esse canarinho consegue comer tanto?
- A esse canarinho é o fruto de uma longa história, vou te contar: minha família sempre foi rica, e acada ano passávamos as férias em um local diferente, até que no ano passado estávamos no Egito e eu encontrei uma lâmpada com um gênio no deserto, então tive direito a 3 pedidos. O primeiro foi que eu tivesse 50% de lucro em todos os negócios que eu fizesse, o segundo foi que as mulheres mais bonitas do mundo sempre viessem ao meu encontro. Na hora do terceiro pedido eu pensei - continua a milionário.
- Com tanta mulher e tanto dinheiro, eu queria algo mais, mas fiquei envergonhado, então pedi assim:"QUERO UM PASSARINHO INSACIÁVEL!

terça-feira, 25 de abril de 2017

A dolorosa Meia-Idade

Você sabe que está chegando meia-idade quando tudo dói e o que não dói não funciona.
A gente chega meia-idade quando fazer amor nos transforma num animal selvagem: uma preguiça.
Meia-idade é quando sua idade começa a aparecer na cintura!
Na meia-idade você ainda sente vontade, mas não lembra exatamente do quê.
Meia-idade é quando você sente vontade de se exercitar e deita pra esperar passar.
Meia-idade é quando seu médico lhe recomenda exercício ao ar-livre e você pega o carro e sai guiando com a janela aberta.
Na meia-idade, jantares a luz de velas não são mais românticos porque não se consegue ler o cardápio.
Meia-idade é quando um cara começa a apagar as luzes por economia e não para criar um clima com você.
Meia-idade é quando em vez de pentear os cabelos você começa a “arrumar” os que sobram.
Infância: época da vida em que fazemos caretas para o espelho.
Meia-idade: a época da vida em que o espelho se vinga.
Há três períodos na vida: infância, juventude e “você está com uma aparência esplêndida”. (essa é ótima)
Está na meia-idade? Ânimo! O pior ainda está por vir!
Você sabe que está na meia-idade quando tudo aquilo que a Mãe Natureza te deu o Pai Tempo começa levar embora.
Meia-idade é quando paramos de criticar a geração mais velha e começamos a criticar a mais nova.
Meia-idade é quando sabemos todas as respostas e ninguém nos pergunta nada.
Meia-idade é quando se alguém dá em cima de você no cinema é porque está atrás da pipoca.
Meia-idade: primeiro começa a esquecer dos nomes, depois os rostos, depois de fechar o zíper.
Meia idade, enfim, é quando já não temos mais idade para dar maus exemplos e passamos a dar bons conselhos…
“Não há cura para o nascer e o morrer, a não ser saborear o intervalo”.

Nota do Cretino: Não sei qual a origem do texto, mas sei que ainda não cheguei à meia-idade (ainda!). Eu estou na flor da idade!
 Nota do Pergunto: Este texto não de Meia-Idade, mas da Terceira para a Quarta-Idade.

Nota do Zéca-Pitão: Eu tenho menos de Meia-Idade do que o Cretino…

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Wireless mineiro



Durante escavações nos EUA, arqueólogos americanos descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1000 DC. Os americanos concluíram que seus antepassados já dispunham de uma rede telefônica naquela época.
Os argentinos, para não ficarem para trás, escavaram também seu subsolo, encontrando restos de fibras óticas a 200 m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham 2.000 anos de idade. Os argentinos concluíram triunfantes, que seus antepassados já dispunham de uma rede digital a base de fibra ótica quando Jesus nasceu!

Uma semana depois, em Belzontes, foi publicado o seguinte anúncio: "Apos escavações arqueológicas no subsolo de Contâgi, Betim, Barbacenn, Furmiga, Jijifó, Santos Dumont, "Santantoin" do Monte, Varginha, Nanuque, "Beraba", "Berlândia", "Belzonte", "Divinópis", Pá de Minas, e diversas outras cidades mineiras, até uma profundidade de 500 metros, os cientistas mineiros não encontraram absolutamente nada, concluindo então que os antigos mineiros já dispunham, há 5.000 anos, de uma rede de comunicações sem-fio: wireless."

domingo, 23 de abril de 2017

O Equívoco


Em um determinado país regido pelo socialismo, havia efetivo favorecimento à natalidade.
Necessitando de mão-de-obra, o governo decretava uma lei que obrigava os casais a terem certo numero de filhos. Previam também uma tolerância de cinco anos, no fim dos quais, o casal teria que ter pelo menos um filho.
Os casais que não conseguissem no fim do prazo um filho seria feito uma analise para ver de quem era o problema. Se fosse do marido o governo destacaria um agente auxiliar masculino, se o problema fosse da mulher, viria uma agente feminina para que a criança fosse dada a luz.
Neste caso que será narrado agora, o problema era do marido e assim tivemos esse dialogo entre um casal.
- Querido, completamos hoje cinco anos de casados e não aconteceu o que o governo deseja – disse a mulher preocupada.
- É, infelizmente não tivemos o nosso filho. O pior é que o problema está em mim.
- Será que eles vão mandar o tal agente? – perguntou curiosa a esposa.
- Não sei, talvez mandem.
- E se ele vier?
- Bem, eu não posso fazer nada, você bem sabe!
- Eu menos ainda! – disse a mulher com desdém.
- Vou sair, já estou atrasado para o trabalho – disse o marido preocupado.
Logo após a saída do marido, batem a porta. A mulher corre para atender e encontrou um homem à sua espera. Tratava-se apenas de um fotógrafo que errara de endereço ao qual devia atender.
- Bom dia, eu sou...
- Ah! Já sei... Pode entrar – disse a mulher afastando-se para o homem entrar.   
- Seu marido está em casa?
- Não, ele já foi trabalhar.
- Presumo que ele já esteja sabendo...
- Sim, claro – disse ela, fazendo com que o homem se sentisse a vontade – ele esta sabendo e concorda plenamente.
- Ótimo. Então vamos começar.
- Mas já assim tão rápido?
- Preciso ser breve. Ainda tenho dezesseis casais para visitar hoje – disse ele.
- Deus do céu. E o senhor agüenta?
- Sim, gosto muito do meu trabalho, ele me traz muito prazer.
- Então vamos começar; como faremos? – perguntou a mulher embaraçada.
- Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá e uma no banheiro.
- Nossa! O senhor não esta exagerando?
- Bem... Na primeira tentativa podemos não acertar na mosca.
- O senhor já visitou alguma casa neste bairro? – perguntou a mulher com curiosidade.
- Não. Mas tenho comigo algumas amostras do meu trabalho (mostrando fotos de crianças), não são lindas? – perguntou ele.
- Como são belas, foi o senhor mesmo que as fez?
- Sim. Veja esta aqui, por exemplo, (mostrando outra foto de criança). Foi conseguida na porta de um supermercado.
- Nossa, que horror! O senhor não acha muito publico?
- Sim, mas a mãe era artista de cinema e queria muita publicidade.
- Eu não teria coragem de fazer dessa maneira.
- Essa aqui foi em cima de um ônibus – disse ele, mostrando outra foto.
- Meu Deus do céu!
- Foi o trabalho mais duro e difícil que já fiz.
- Eu imagino...
- Essa foi feita em um parque de diversões em pleno inverno.
- Credo! Como o senhor consegue?
- Não foi fácil. Como se não bastasse a neve caindo, tinha uma multidão em nossa volta. Quase não consigo acabar...
- Ainda bem que sou discreta. Eu não quero ninguém olhando.
- Ótimo, eu também prefiro assim. Agora, se me permite vou armar o tripé.
- Tripé? Para que? – perguntou a mulher assustada.
- Bem senhora, é necessário. O meu instrumento além de pesado, depois de pronto mede cinqüenta centímetro...
Quando o homem virou-se, a mulher havia desmaiado.

sábado, 22 de abril de 2017

Leis Justas


A deliciosa morena se aproximou do lago deserto, olhou ao redor para se certificar de que não havia ninguém por perto e tirou toda a roupa.
Quando se preparava para dar o primeiro mergulho, um guarda saiu de trás de uma árvore:

- Desculpe, senhorita, mas é proibido nadar neste lago.

A moça corou de vergonha.

- E por que o senhor não avisou antes de tirar a roupa?
- Bem... - Respondeu o guarda. - É que não existe nenhuma lei proibindo tirar a roupa na beira do lago.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tiradentes: Um herói inventado


Assim como, depois de 1889, Zumbi dos Palmares foi elevado a herói, Tiradentes teve sua façanha inventada e logo, reconhecida, sendo transformada em dia de feriado nacional.

Todos os anos, dia 21 de abril, escolas, repartições públicas, empresas privadas, indústrias de todo tipo, comércios e outros serviços, fecham as portas para mais um feriado instituído pelo governo federal. Mas alguém lembra que feriado é este? Alguns diriam: “Ora, é o ‘dia’ de Tiradentes”. Dentre estes alguns, poucos diriam ao acrescentar que é feriado comemorativo a Tiradentes: “é feriado de Tiradentes, aquele herói que lutou pela independência do Brasil e foi morto e esquartejado”. A realidade mostra que ninguém sabe quem realmente foi Tiradentes e que a população pouco sabe a respeito, pois o feriado contenta a quase todos. Mas será que Tiradentes foi esse herói que os livros escolares apresentam aos alunos? Será que o objetivo de Tiradentes e dos outros inconfidentes era realmente a independência do Brasil? Será que este “herói” morreu em 21 de abril de 1792? Será que Tiradentes foi um herói nacional? A historiografia recente mostra que este homem não foi nada do que dizem ser.
Uso, pois, excertos de uma entrevista na TV Capixaba, do Espírito Santo do historiador Clério José Borges de Sabt Anna, concedida a Marcelo Carlos em 21 de abril de 2008:

“Joaquim José da Silva Xavier, o nosso Tiradentes, herói nacional a partir da data da proclamação da República era considerado um vilão até 15 de Novembro de 1889. Tiradentes foi apenas um bode expiatório de uma revolução que estava mais preocupada com o quinto do ouro das Minas Gerais que era enviado à Portugal. Tiradentes nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade mineira de Tiradentes) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto). Tiradentes era alferes, na hierarquia militar antiga, a patente de oficial abaixo de tenente. Participaram da tentativa de derrubar o governo português, por exemplo, dois coronéis, Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes, e dois poetas famosos até hoje, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

A clássica imagem de Tiradentes (de barba e cabelo comprido) é fictícia. Ele nunca possuiu cabelos compridos, nem barba. Seja em sua época de militar (posto em que os membros do exército devem moderar sua quantidade de pelugem pelo rosto), seja em seu período na prisão (os pelos eram cortados a fim de evitar piolhos), ou mesmo no momento de sua execução (todos os condenados à forca deveriam ter a cabeça e a barba raspadas). A lembrança de Tiradentes e de seu movimento se tornaram importantes, a ponto de receberem interesse nacional, a partir da Proclamação da República (15/11/1889). Nesse momento, os novos governantes (Marechal Deodoro e Marechal Floriano) necessitavam criar um novo país, com novos valores, novas ideias e, especialmente, uma nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar e se submeter. A imagem cabeluda se construiu, para se assemelhar a figura do condenado à de Jesus Cristo, aumentando seu tom de mártir, vítima e herói bondoso. Para fazer com que as pessoas tivessem o seguinte pensamento: "da mesma forma que Cristo morreu pela humanidade, Tiradentes morreu para salvar o Brasil" E todos se orgulhariam do sujeito, da terra que ele supostamente defendeu, e procurariam espelhar-se em seu caráter heroico.”

Tiradentes é um herói inventado.

A partir de 15 de novembro de 1889, houve um trabalho significativo por parte do governo republicano nacional para transformar Tiradentes em herói nacional, precursor da Independência do Brasil, caracterizando-o como Cristo, sendo Tiradentes um ser quase sobrenatural, que apesar de todas as imperfeições, deveria inspirar as virtudes do homem, sendo um verdadeiro mártir, símbolo da resistência, da divisão, da independência do Brasil. Tudo isso para substituir a figura de Dom Pedro I, que a 7 de setembro de 1822 proclamou a independência, indispondo-se com o pai, Dom João VI e com a terra em que havia nascido, Portugal. Queriam os republicanos, substituir todas as figuras nacionais de relevo, obviamente monárquicas (sistema de governo, até 1889, utilizado pelo Brasil), por criaturas inventadas, revolucionários anarquistas, homem fictícios, verdadeiros semideuses inexistentes.
Conforme Thais Nívea de Lima Fonseca, da Universidade Federal de Minas Gerais, dissertou na Revista Brasileira de História, “há muito tempo os jornais têm dado espaço ao tema da Inconfidência Mineira, quase sempre para a exaltação de Tiradentes como herói e mártir, usando-o como modelo em discursos em geral de natureza nacionalista e/ou moralista. A história de Tiradentes passou a ocupar espaço na imprensa com o crescimento do movimento republicano na segunda metade do século XIX e, mais ainda, com a instalação da própria República. Desde então, artigos, poemas, reportagens, ensaios e outras modalidades de textos têm sido publicados prodigamente, sobretudo no momento da celebração da morte do herói, a 21 de abril”. Relata ainda “Se a Inconfidência Mineira tem sido elemento de suporte a uma determinada construção historiográfica e a projetos e posicionamentos políticos desde as últimas décadas do século XIX, Tiradentes desponta como seu símbolo, síntese das idéias das quais o movimento seria o precursor, no Brasil. Ele se tornou, talvez, o personagem mais popular da história nacional, adquirindo contornos heróicos e status de mito político. Apesar de muito marcada pela ação dos republicanos e de seus interesses, a construção desse perfil de Tiradentes não se deveu apenas a eles. Da popularidade presumida à transformação em herói e mito político, Tiradentes percorreu um caminho sulcado pela ambiência cultural de seu próprio tempo e pela herança deixada por ela em tempos posteriores. Muitas de suas representações foram, sem dúvida, construídas e manipuladas”... “Alguns poucos trabalhos têm buscado esse manancial e têm aberto as fronteiras para os avanços neste campo. José Murilo de Carvalho já havia indicado alguns caminhos para a pesquisa dessa problemática, discutindo, em ‘A formação das almas’, a construção do mito de Tiradentes pelos republicanos no final do século XIX. Seguindo a trilha traçada por Maurice Agulhon para a França, Carvalho tratou da apropriação, no Brasil, de um conjunto de símbolos e mitos republicanos de matriz francesa, no processo de estruturação da República brasileira. Inspirados por esse trabalho, temos, já na década de 90, as análises de Eliana Dutra e de Sérgio Vaz Alkmin, que se preocuparam, especialmente, com o processo de formulação de uma imagem sacralizada e cristianizada da Inconfidência Mineira e de Tiradentes, tomando como base os relatos dos frades que assistiram os inconfidentes em seu período de prisão no Rio de Janeiro. Esse tipo de abordagem representa, de fato, um retorno aos documentos, a valorização de uma pesquisa empírica mais apurada, a busca de uma nova leitura, de aspectos ainda não tratados nestas fontes que, apesar de já muito utilizadas, ainda têm muito a revelar”. Diz ainda: “ficam claros alguns aspectos importantes na construção do perfil heroico de Tiradentes, que acaba por utilizar suas fraquezas, sua situação social inferior, e até mesmo seus supostos erros, como elementos de valorização de sua pessoa e de sua atuação. No fim, todos acabam por concordar que, pela morte, ele superou todas as restrições, qualquer que fosse sua natureza, e fez despontar, postumamente, todas as suas "verdadeiras" qualidades. Não é difícil perceber as possibilidades de aceitação dessa representação - e, também, de sua manipulação - junto ao público em geral, a partir de uma percepção deste Tiradentes que, apesar de pobre e fraco, poderia simbolizar as conquistas de toda uma nação.” Thais Fonseca ainda crítica os que tentam inutilmente alimentar a estória de que Tiradentes foi realmente um herói: “Especialmente em Minas Gerais, os jornais acabaram por tornar-se porta-vozes de uma versão oficial da história, e de uma posição francamente favorável à exaltação patriótica de Tiradentes. Entre os que foram pesquisados, o único ainda remanescente, o Estado de Minas, mantém essa postura, não obstante publique entrevistas com historiadores da vertente revisionista, em matérias nas quais procura polemizar as divergências historiográficas. Mas a "voz" do jornal se faz ouvir, por meio de editoriais e de algumas colunas assinadas, dos seus quadros fixos. E nelas, não raro, apela-se ainda para os clássicos defensores de uma história da nação: ‘O Brasil é o único país da América em que existe, há mais de um século, uma campanha sistemática de desmoralização do precursor da independência.’ Essa frase de Waldemar de Almeida Barbosa resume um dos paradoxos da historiografia brasileira. Paradoxo que não chega a ser espantoso porque volta a comprovar o complexo de inferioridade e síndrome de catástrofe que envolvem a cultura nacional. Esse é o pretexto para o jornalista, ferrenho defensor de uma representação heroica de Tiradentes, retomar sua série de investidas contra o que ele considera paradoxos da historiografia brasileira, ou seja, o revisionismo”.  
Os que ficaram pasmos com a desconstrução feita em relação a figura mítica de Tiradentes, espantar-se-ão ainda mais com o estudo de Laura Pinca, no artigo “Tiradentes, o bode expiatório” para a Associação Cultural Montfort, o qual transcrevemos integralmente abaixo:
 “Novos estudos históricos apresentam uma inconfidência mineira diferente daquela que nos narram os livros didáticos.

Embora a historiografia oficial considere a inconfidência mineira (1789) como uma grande luta para a libertação do Brasil, o historiador inglês Kenneth Maxwell, autor de "A devassa da devassa" (Rio de Janeiro, Terra e Paz, 2ª ed. 1978.) que esteve recentemente no Brasil, diz que "a conspiração dos mineiros era, basicamente, um movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa", e que objetivava, não a independência do Brasil, mas a de Minas Gerais.

Esses novos estudos apresentam um Tiradentes bem mudado: sem barba, sem liderança e sem glória. Segundo Maxwell, Joaquim José da Silva Xavier não foi senão o "bode expiatório" da conspiração. (op.cit., p. 222) "Na verdade, o alferes provavelmente nunca esteve plenamente a par dos planos e objetivos mais amplos do movimento." (p.216) O que é natural acreditar. Como um simples alferes (o equivalente a tenente, hoje) lideraria coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores?

A Folha de S. Paulo publicou um artigo (21-04-98) no qual se comentam os estudos do historiador carioca Marcos Antônio Correa. Correa defende que Tiradentes não morreu enforcado em 21 de abril de 1792. Ele começou a suspeitar disso quando viu uma lista de presença da Assembléia Nacional francesa de 1793, onde constava a assinatura de um tal Joaquim José da Silva Xavier, cujo estudo grafotécnico permitiu concluir que se tratava da assinatura de Tiradentes. Segundo Correa, um ladrão condenado morreu no lugar de Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida pela maçonaria. Testemunhas da morte de Tiradentes se diziam surpresas, porque o executado aparentava ter menos de 45 anos. Sustenta Correa que Tiradentes teria sido salvo pelo poeta Cruz e Silva (maçom, amigo dos inconfidentes e um dos juízes da Devassa) e embarcado incógnito para Lisboa em agosto de 1792.

Isso confirma o que havia dito Martim Francisco (irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva): que não fora Tiradentes quem morrera enforcado, mas outra pessoa, e que, após o esquartejamento do cadáver, desapareceram com a cabeça, para que não se pudesse identificar o corpo.

"Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil". Como só tinha uma, talvez Tiradentes tenha preferido ficar com ela.”

A proclamação da república, em 1889, iniciou a desvalorização da história nacional, tentando seus precursores, inventar personagens e dignificá-los para assim poderem justificar em seus atos, a grandeza de feitos inexistentes. Mentiras que documentos contrariam. Atribui-se a Tiradentes um falso perfil, falsos atos, quando na verdade não existe nem mesmo a certeza de que ele tenha sido morto na data em que se celebra o feriado nacional. 120 anos de mentira. A ele Floriano Peixoto atribui igualmente uma célebre frase, mas que ele nunca disse (ao menos não deixou comprovação alguma disso), mas que foi copiada tal qual a Redentora, a Princesa Dona Isabel, disse em 1888, quando assinou a lei Áurea: “mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar uma raça”, adulterando-se e copiando-se a frase como sendo proferida por Tiradentes, que teria dito: “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil”.


Diante de tantos argumentos, estudos históricos de relevância, complicações, revisões dos textos e artigos escritos, torna-se ridículo alimentar uma farsa que ainda se mantém pela ignorância popular e pelas mentiras republicanas. Seria 21 de abril o dia da Mentira?    

http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br/2010/04/tiradentes-um-heroi-inventado.html

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Primeiramente, fora Lula!


Quem foi Marcelo Odebrecht? O mandachuva do país durante o reinado do PT? O chefe de uma sofisticada organização criminosa? Ou o “bobo da corte” afinal preso e forçado a delatar?
E Lula, quem foi? O primeiro operário a chegar ao poder? O maior líder popular da História? Ou o presidente que fez da corrupção uma política de Estado?
Marcelo será esquecido. Luiz Inácio Odebrecht da Silva, jamais.
Em dezembro de 1989, poucos dias após a eleição do presidente Fernando Collor de Melo, o deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP), ex-condestável do novo regime, almoçava no restaurante Piantella, em Brasília, quando entrou a cantora Fafá de Belém, amiga de Lula. “Como vai Lula?”, perguntou Ulysses. Fafá passara ao lado dele o domingo da sua derrota para Collor.
E contou: “Lula ficou muito chateado, mas começamos a beber e a comer, os meninos foram para a piscina e ele acabou relaxando”. Ulysses quis saber: “Tem piscina na casa de Lula?” Fafá explicou: “Tem, mas a casa é de um compadre dele, o advogado Roberto Teixeira”. Ulysses calou-se. Depois comentou com amigos: “O mal de Lula é que ele parece gostar de viver de obséquios”. Na mosca!
Lula viveu de obséquios. Vive. O dinheiro não o atrai. A rotina da política, tampouco. O conforto e as facilidades, sim. Terceiriza a missão de obtê-las.
O poder sempre o fascinou. E para conquistá-lo e mantê-lo, mandou às favas todos os escrúpulos que não tinha.
Os que o cercam em nada se surpreenderam com a figura que emerge das delações dos executivos da Odebrecht.
É um pragmático, oportunista, que se revelou um farsante. Emilio, o patriarca dos Odebrecht, decifrou Lula muito antes de ele subir a rampa do Palácio do Planalto. Conquistou-o com conselhos e dinheiro.
Perdeu nas vezes em que ele foi derrotado. Recuperou o que perdeu e saiu com os bolsos estufados quando Lula e Dilma governaram. Chamava-o de “chefe”. Emílio era o chefe.
Nos oito anos da presidência do ex-operário que detestava macacão e sonhava com gravatas caras, o país conviveu com o Lula que pensava conhecer e, sem o saber, também com Luiz Inácio Odebrecht da Silva, só conhecido por Emílio e alguns poucos.
“Cuide do meu filho”, um dia Lula pediu a Emílio. Que retrucou: “Cuide do meu também”. Emílio cuidou de Fábio. Lula, de Marcelo.
De Lula cuidaram Emílio e Marcelo, reservando-lhe uma montanha de dinheiro em conta especial para satisfazer-lhe todas as vontades. Lula retribuiu com decisões governamentais que fizeram a Odebrecht crescer muito mais do que a Microsoft em certo período.
A Odebrecht pagou a Lula, e Lula pagou a Odebrecht, com a mesma moeda – recursos públicos. Quem perdeu com isso?
A Odebrecht ganhou mais dinheiro à custa de Lula do que ele à custa dela, mas Lula foi mais esperto. Criou seu próprio banco, administrado pela empreiteira. E quando precisava sacar, outros o faziam em seu nome.
Imagina não ter deixado impressões digitais nas negociatas em que se meteu. A polícia já identificou muitas. E outras serão identificadas antes do seu depoimento em Curitiba.
Corrupção mata. Mata sonhos, esperanças, alucinações. Mata o passado, o presente e compromete o futuro. Mata também de morte morrida à falta de saneamento, hospitais, escolas, segurança pública. A impunidade mata tanto ou mais.

A hora e a vez são da Justiça. E ela será julgada pelo que fizer ou deixar de fazer.
Por Ricardo Noblat

A Ditadura da "Beleza"


Será que vale a pena?...

Qual o nosso referencial de beleza e o que é a beleza da forma que pensamos?... Estética?...

Diante de tudo isso, vivemos a sombra de uma patologia (distúrbio) de ordem psicológica que deve ser diagnosticada em tempo de tratamento...

BULIMIA e ou ANOREXIA.

Nossa ideia não é chocar. Nosso propósito é provocar uma reflexão sobre o que é a beleza nos moldes modernos... Conclua!

Ielves Silva Camilo

sábado, 15 de abril de 2017

Do promotor a Emilio: "Deixa de historinha, de conto de fada"


O Globo destacou um momento em que o promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes perdeu a paciência com o bom humor e a naturalidade de Emilio Odebrecht ao delatar.
Por favor, veja a bronca de Sérgio Bruno. Foi quase um desabafo.
"São 300 milhões que foram gastos sei lá com o que, seja com campanha, com santinho, com tempo de televisão, com marqueteiro, que podia ter sido construído escola, hospital e todo esse Brasil que o senhor sonha e quer viver. Esse dinheiro poderia estar lá. Então vamos agora deixar de historinha, de conto de fada, e falar as coisas como elas são. Está na hora da gente dizer a verdade, de como a coisa suja é feita. Não é possível um ministro da fazenda fique pedindo todo mês a um empresário. Isso não é admissível. Por mais que a gente esteja acostumado com isso, isso não é o correto e o senhor sabe disso."
O promotor continuou:
"Servidor público não pode pedir nada pra ninguém. Essa história de doação de campanha é uma desculpa para pedir propina em corrupção. Se um candidato quer pedir uma contribuição, ele tem que pedir, a empresa vai lá no TSE e registra. Pior ainda é quando é caixa dois ao longo de seis anos. Não tem campanha todo mês, todo ano. Isso é uma desculpa usada no dia a dia, mas agora é hora de jogar limpo. Não é possível que 300 milhões de reais pagos ao longo de 6 anos seja doação de campanha. Isso aqui, na nossa visão, é considerada propina, crime de corrupção. Quem fez doação de campanha não precisa estar sentado aqui como colaborador. Quem fez doação de campanha esta acobertado pela lei eleitoral. Qualquer servidor público que receba um real fora da lei é crime de corrupção."
Mais:
"Essa ajuda se chama propina, para o senhor saber. Se um guarda de trânsito parar o carro do senhor e pedir ajuda, o senhor vai achar que isso é ajuda? Ou vai achar que isso é uma propina? É correto isso?"
O Globo diz que esse trecho da delação virou quase uma "conversa repleta de clichês em prol da mudança no comportamento do brasileiro". Sérgio Bruno emendou:
"Esse é o ponto. Se se consegue mobilizar ministro da Fazenda, presidente da República e uma penca de deputados pra aprovar uma Medida Provisória como é feito, porque não fazer essa mesma coisa pra fazer coisas legítimas, que interessam para o país?"
No fim, o promotor desabafou sobre o projeto das Dez Medidas:
"As dez medidas contra a corrupção é uma coisa que não cabe ao Ministério Público fazer, mas provocamos a sociedade pra fazer isso. Nós conseguimos chegar onde chegou, passar por comissões. Mas infelizmente aconteceu o que o senhor viu, deturparam toda a proposta, não é mais contra a corrupção, fizeram isso quando o país estava de luto por conta de um acidente aéreo. Daí você vê o nível de imoralidade que o nosso país vive, se valer de um acidente que comoveu o mundo para fazer isso sorrateiramente. A doença é mais grave do que a gente imagina."

O Antagonista

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sai Lula. Entra Luiz Inácio Odebrecht da Silva


A Suderj informa: substituição no time do PT. Sai Lula, o retirante nordestino que sobreviveu à seca e à miséria, também conhecido como “O Pai dos Pobres”, o “Messias do rio São Francisco” ou simplesmente  “O Cara”, assim batizado no melhor de sua forma física pelo ex-presidente americano Barack Obama.
Entra Luiz Inácio Odebrecht da Silva, o garoto descoberto nas greves da região do ABC paulista nos anos 80 do século passado pela maior empreiteira da América Latina, próspero negociante de sua própria fama, e que ao aderir ao chamado mundo da bola preferiu se apresentar sob a alcunha de “Metamorfose Ambulante”.
Ao fazê-lo, forneceu todas as pistas para que afinal fosse decifrado, mas isso estava muito acima da capacidade de compreensão dos seus contemporâneos. Lula, de há muito, deixara de ser apenas um nome. Fora promovido à condição de sobrenome para proteger sua numerosa família que passou a se beneficiar do seu sucesso pessoal.
A história de Luiz Inácio Odebrecht da Silva começou a ser contada quando o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, suspendeu o sigilo em torno das delações de executivos da empreiteira que está no centro do maior escândalo de corrupção do mundo, segundo o Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos.
Segundo Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, condenado e preso em Curitiba, Lula chegou a registrar um saldo de R$ 40 milhões de reais em sua conta-propina administrada pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Desse total, Lula sacou, no mínimo, R$ 30 milhões em dinheiro vivo de 2002 para cá.
Homem de família - embora certa vez tenha se assustado com o boato de que havia fotos suas em meio a uma farra em Manaus -, cuidou para que ela levasse a vida com razoável conforto. Para o irmão que o iníciou nas artes da política, Frei Chico, conseguiu que a Odebrecht lhe pagasse uma mesada mensal em troca de nada.
Para seu filho caçula, Luís Cláudio, que a Odebrecht financiasse seus negócios na área do futebol americano. Foi a Odebrecht, ao seu pedido, que introduziu em Angola a empresa de construção civil do seu sobrinho Taigara Rodrigues. A empresa, ali, não foi bem-sucedida. Mas Taigara ganhou o seu pago pela Odebrecht.
Conforme revelou Emílio Odebrecht, o patriarca da família com negócios em mais de 20 países, não foi Lula que pediu que a empreiteira reformasse em Atibaia o sítio onde a família costumava repousar. Foi dona Marisa, mulher dele, que morreu recentemente às turras com o marido e com medo da Lava Jato.
Mas quando Lula recebeu Emílio no Palácio do Planalto no seu penúltimo dia como presidente da República, Emílio apressou-se a dizer que a reforma do sítio ficara pronta. Chamou-o de “chefe”, por hábito. Pensou que desmanchara a surpresa que Marisa lhe reservara. Lula já sabia de tudo. Sempre soube.
Sabia também que a Odebrecht comprara um terreno para abrigar a futura sede do Instituto Lula (mais tarde Lula desistiu da ideia). E sabia que a Odebrecht tinha novos planos para ele. O principal: carregá-lo pelo mundo como conferencista capaz de lhe abrir novas portas de negócios. Pagaria por palestra o que ele cobrasse.
“Nosso objetivo inicial foi conseguir um projeto que pudesse remunerar o ex-presidente Lula, face o que ele fez durante muitos anos para o grupo. E que fosse de uma maneira lícita, transparente”, delatou Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht. “Depois descobrimos que ele poderia nos ajudar em negócios no exterior”.
Com todas as despesas de viagens pagas pela Odebrecht, Lula passou a ganhar entre 150 mil a 200 mil dólares por palestra. Enriqueceu rápido. Só parou de fazer palestras quando a Odebrecht entrou definitivamente no radar da Lava Jato. Por gentileza, Emílio tratava-o de “chefe”. De fato, o chefe sempre foi Emílio.
A serviço de Emílio, ainda no seu primeiro governo, por exemplo, Lula chegou a impedir que a Petrobras comprasse ativos do Grupo Ipiranga para garantir que a Odebrecht, por meio de uma subsidiária, continuasse hegemônica no setor de combustíveis. Prejudicou a estatal. Mais tarde, a Odebrecht comprou o grupo.
Outro exemplo: em 2007, no seu segundo governo, Lula foi acionado por Emílio para resolver o problema criado pelo Ibama que se negava a dar uma licença ambiental para a construção da hidroelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, obra da Odebrecht. A licença não saía por conta de uma área de reprodução de bragres.
- Eu fui a ele e disse: ‘O país precisa de energia e vai ser paralisado por causa do bagre? O senhor precisa tomar uma decisão’ – delatou Emílio. Lula tomou – e a licença saiu. O episódio marcou o início do enfraquecimento de Marina Silva no cargo de Ministra do Meio Ambiente. Ela pediu demissão meses depois.
Emílio conheceu Lula nos anos 70. Na época, a Odebrecht enfrentava uma greve geral no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia. “Ele (Lula) criou as condições para que eu pudesse ter uma relação diferenciada com os sindicatos”, confessou Emílio. Em Camaçari, despontou um líder sindical de nome Jaques Wagner.
“Lula pega as coisas rápido. Ele percebe aquilo que tem a ver com intuição pura. É um animal político, um animal intuitivo”, disserta Emílio, que sempre “apoiou Lula” com conselhos e dinheiro. Ajudou-o na confecção da “Carta ao Povo Brasileiro”, divulgada em 2002 para acalmar o mercado financeiro às vésperas da eleição.

Foi uma relação proveitosa para os dois enquanto durou.
Por Ricardo Noblat - Blog do Noblat