quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A revolta de Atlas


Eis duas singelas notícias que ilustram o Brasil:

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou neste sábado (19) a suspensão imediata das 453 demissões feitas pela LG, em Taubaté (SP) a partir do dia 4 de dezembro. A decisão é em caráter liminar (provisória). Cabe recurso.
A ação para reverter o corte foi movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, que representa os funcionários.
De acordo exigência imposta no despacho do desembargador do TRT, Samuel Hugo Lima, a empresa terá que comprovar por meio de balanços patrimoniais e de resultados econômicos, no período entre 2010 e 2014, que tem tido prejuízos financeiros que justifiquem as dispensas. A liminar não fixa prazo para a LG apresentar tais documentos.
Na análise preliminar de um balanço  já apresentado pela LG, o desembargador considerou que as informações ainda seriam insuficientes para comprovar o argumento, por isso, pediu relatórios financeiros mais detalhados. A empresa já foi notificada da decisão.
A LG alegou, na ocasião das demissões, que a crise econômica provocou queda nas vendas do setor de eletrônicos e atualmente utiliza apenas 30% de sua capacidade produtiva. A empresa empregava cerca de 1,8 mil funcionários, antes do corte.
Pergunta básica: o próximo passo da "Justiça" do Trabalho será o de obrigar os consumidores a comprarem os produtos da LG apenas para manter empregos?

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Eis outra notícia:


Vítima possuía uma pistola para se defender mas não tinha o porte de arma. Mulher da vítima carregou a arma do crime e também foi presa.

Um comerciante foi baleado e preso após reagir a um assalto, na noite deste sábado (21), em Cubatão (SP). Ele atirou em dois assaltantes que tentaram roubar o carro dele. Um dos criminosos morreu no local e outro, que também foi baleado, foi preso. A mulher da vítima, que carregou a arma do crime, também foi para a cadeia. Os outros assaltantes conseguiram fugir.
De acordo com informações da Polícia Civil, o dono de uma loja de produtos de informática de Cubatão estava indo até a casa da mulher e dos filhos para visitá-los, na rua José Teixeira, no Parque São Luis. Antes de sair do carro, ele foi abordado por um grupo com cerca de cinco homens que anunciaram o assalto.
O comerciante estava com uma pistola e iniciou uma troca de tiros com os assaltantes. Um dos criminosos foi baleado e morreu no local. Outro assaltante também foi atingido, fugiu e foi preso no Pronto Socorro Central de Santos. Já o resto do grupo conseguiu escapar da polícia.
O comerciante também foi baleado e encaminhado para o Pronto Socorro de Cubatão. Segundo a Polícia, a arma utilizada por ele era de uso restrito das Forças Armadas e o comerciante não tinha o documento obrigatório de porte de arma de fogo. O homem alegou que já foi assaltado várias vezes e também é colecionador de armas, por isso, possuía a pistola. Ele não tinha passagem policial. O carro do comerciante ficou com várias marcas de tiros.
Após receber atendimento médico no PS de Cubatão, de acordo com a Polícia Civil, o comerciante será preso. A mulher dele, que carregou a arma do crime, também foi presa e levada para a cadeia feminina, em Santos. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Cubatão, onde será investigado.

Aqui vale o comentário de Roberto Rachewsky:

O direito à vida é absoluto. O direito à autodefesa é inquestionável. O Estatuto do Desarmamento é a demonstração inequívoca de que o governo se considera onipresente e todo-poderoso, e que não dá valor algum à vida dos cidadãos. Valemos apenas para sustentar seus integrantes; e ainda assim, para eles, valemos menos do que os bandidos que nos acossam todos os dias.

E para ambas notícias, Ayn Rand:


Estamos nos aproximando rapidamente do estágio da derradeira reversão. O estágio em que o governo é livre para fazer qualquer coisa que quiser, enquanto os cidadãos só podem agir sob permissão. Este é o estágio dos mais sombrios períodos da história da humanidade, o estágio do domínio da força bruta.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2261

Instituto Ludwig von Mises Brasil
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