quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Insatisfeita, Mulher de Cabral se recusa a comer em presídio. "Não sou cachorro pra comer essa porcaria"


A mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está presa. Adriana Ancelmo foi transferida, na noite dessa terça-feira (6), para o presídio de Bangu. Ela teve a prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação Calicute um desdobramento da Lava Jato.

A ex-primeira dama do rio chegou ao complexo penitenciário de bangu por volta das nove horas da noite de terça feira (6). Antes, Adriana Ancelmo passou pelo Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito.

Ela está numa cela individual, vai ter direito a banho de sol e visitas. Nesta terça-feira, Adriana Ancelmo, Sérgio Cabral e outros 11 acusados viraram réus no processo que investiga um esquema de fraudes em licitações e cobrança de propina de empreiteiras. Os desvios podem chegar a R$ 224 milhões.

Comportamento no presídio:

Segundo informações internas do penitenciária de Bangu, Adriana se recusou a comer no presídio e teria dito: "É isso que vou comer?. Não sou cachorro pra comer essa porcaria, me tragam comida de verdade."

As informações foram passadas ao responsável pela alimentação dos detentos que prometeu averiguar o caso.



http://www.geralonline.com/2016/12/insatisfeita-mulher-de-cabral-se-recusa.html?m=1

O significado da surra histórica que Renan deu no supremo. Por Paulo Nogueira


E Renan surrou o Supremo.
Desobedeceu a uma ordem do ministro Marco Aurélio e foi para o confronto.
Nocauteou.
Marco Aurélio foi batido por 7 a 3 no plenário do STF.
Inventaram uma saída. Um réu como Renan não pode estar na linha de sucessão da presidência. Este era o argumento de Marco Aurélio para afastar Renan. (De resto, uma razão velha, dado o número de anos em que Renan é réu.)
A gambiarra criada foi estabelecer que um réu não pode virar presidente da República. Mas comandar o Senado ou a Câmara pode.
Renan triunfou assim.
O episódio mostra muitas coisas. Por exemplo, o absurdo que é a política nacional. Lugar de réu é no tribunal - e não na presidência do Senado, ou da Câmara, ou do que for. (Mas nós suportamos tudo, incluído aí um consagrado gangster comandando um processo de impeachment.)
O caso demonstra, também, o contraste formidável entre a força dos Renans do Congresso e a fraqueza pomposa dos eminentes ministros do STF. Eles falam difícil, num português para poucos, mas não mandam nada.
Foi-se a ilusão de que no Supremo se juntavam senhores justos prontos a impedir que a lei fosse subvertida por gente de pouco ou nenhum escrúpulo.
Não apenas justos - mas inexpugnáveis, fechados a barganhas de bastidores.

Acordamos para a doída realidade de que não temos apenas o pior Congresso do mundo. Temos também um Supremo medonho - tão inoperante e tão acoelhado que não conseguiu ser páreo para Renan.

Por Paulo Nogueira

A decisão do Senado "não existe"


Ayres Britto, em O Globo, denunciou os abusos de Renan Calheiros e do Senado:
“A Constituição não trabalha com a hipótese de desobediência da ordem judicial a pretexto de preservar a independência dos Poderes.
Não se pode impedir o Judiciário de falar por último, salvo se a ordem for manifestamente ilegal, o que não é o caso. A decisão do ministro Marco Aurélio Mello de afastar Renan Calheiros da presidência do Senado foi fundamentada de modo a satisfazer, em princípio, as exigências da Constituição.
Já a decisão da Mesa do Senado, de não aceitar a ordem da Justiça, sequer existe juridicamente”.
O Antagonista