quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

As cinco semelhanças entre o petismo e uma seita fanática


Importante: este artigo, por óbvio, coloca na analogia proposta as seitas fanáticas como aquelas da década de 1970, em que os membros acreditavam em todo tipo de maluquice e rituais; sob a chance de qualquer leitura contrária, fica o aviso. Não há referência alguma a qualquer religião de fato.

Minha primeira participação nesta nova fase de colunas do Implicante foi para tratar de tema parecido. Na ocasião, expliquei as razões pelas quais a esquerda, ao contrário do que se presume, tem muito mais “fé” do que a direita. Em suma: enquanto os direitistas guardam isso para sua intimidade espiritual, os esquerdistas aplicam a crença pura-e-simples na vida prática.

Agora, uma mirada mais específica: o petismo é muito similar a um culto religioso fanático. E há cinco pontos em que a crença no PT se torna idêntica a qualquer outro agrupamento em que impera o fanatismo mais extremos.

Vamos a eles:

1 – A FÉ CEGA DOS FIÉIS

O ideário do PT – socialismo – é tão factível quanto o daqueles cultos que acreditam no fim do mundo amanhã-sem-falta. Uma sensível diferença é que os regimes socialistas, na prática, costumam matar um pouco mais de gente do que os profetas do fim do mundo. Outro ponto em comum nessa parte da fé diz respeito à resistência absurda por parte dos fiéis em aceitar os fatos; especialmente quando os líderes são flagrados em situações deploráveis.

2 – PREGAÇÃO DA PALAVRA

Todo grupo de forte crença tem a prática de pregar sua fé. Uns abordam estranhos nas ruas, outros batem nas portas de manhã cedinho, e há os que gritam em praça pública. No petismo, a coisa acontece de váris formas: colunas de jornais e revistas, salas de aula, programas de televisão, redes sociais etc. O fiel, neste caso, aproveita cada espaço ocupado para pregar; de revista científica a site de games.

3 – O DÍZIMO

Justiça seja feita, os cultos fanáticos no geral não determinam a obrigatoriedade do dízimo, pois (ao menos em tese) paga quem quer. No PT, porém, ele é obrigatório. Segundo o estatuto (Art. 183, §1º e 2º), os filiados têm a obrigação de contribuir. E isso é tratado ainda de forma mais rígida quanto aos que ocupam cargos eletivos ou comissionados (Art. 184 e parágrafos).

4 – O LÍDER CARISMÁTICO

Como todo culto, o PT também tem o seu. Ele é venerado, tratado como uma divindade e os fiéis não admitem que outras pessoas o considerem alguém “normal”. Porque ele está muito acima dos demais humanos. É predestinado, tem uma jornada existencial heroica, é infalível. Por mais que tenha bens caríssimos e usufrua de padrão altíssimo, ainda assim é tratado como o mais humilde entre os humildes. E nem foi preciso citar nomes.

5 – FALANDO EM LÍNGUAS

Não são todas que fazem isso, é verdade, mas ainda assim é algo bem comum. Trata-se daquele momento em que as orações, louvores ou cânticos saem em um idioma incompreensível para quem está de fora, mas milagrosamente inteligível aos que participam da mesma fé. Isso também acontece no PT. Basta ver o que acontece em qualquer discurso da Dilma Rousseff: cachorro atrás, meta dobrada, louvação da mandioca (e do milho), quem ganha e quem perde nem ganha nem perde etc.

Pois é. No mais, há que respeitar-se a liberdade de culto, mas sem perder a de expressão jamais.

Fernando Gouveia é co-fundador do Implicante, onde publica suas colunas às segundas-feiras. É advogado, pós-graduado em Direito Empresarial e atua em comunicação online há 15 anos. Músico amador e escritor mais amador ainda, é autor do livro de microcontos “O Autor”.

http://linkis.com/www.implicante.org/c/kCXa2

Janot distribui cortesia a quem pede investigação


Rodrigo Janot ainda não se deu conta, mas o pior tipo de solidão para um procurador-geral da República é a companhia de um potencial investigado. Nos últimos dias, o chefe do Ministério Público Federal se reúne com alvos da Lava Jato com estonteante naturalidade. E trata os encontros com uma transparência de cristal de copo de requeijão.
Nesta terça-feira, Janot fez uma visita ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o ‘Botafogo’ da lista da Odebrecht. Para driblar os repórteres, entrou por uma porta lateral. Além de Maia, participaram do colóquio Osmar Serraglio (PMDB-PR), Pauderney Avelino (DEM-AM) e Marcos Rogério (DEM-RO).
Alcançado na saída, Janot disse que a visita não lhe trouxe o mínimo constrangimento. Afirmou que deseja ''manter aberto o diálogo com o Parlamento, demonstrar o respeito do Ministério Público Federal ao Parlamento.'' Hummmmmm. Talvez não seja boa ideia propor diálogo a quem pode precisar de interrogatório.
Há seis dias, Janot estivera no Palácio do Planalto, para uma conversa com Michel Temer. Ninguém se dignou a dar entrevistas. Na versão oficial, falaram sobre o Fundo Penitenciário Nacional. Na real, Temer queixou-se dos vazamentos ilegais e “ilegítimos” de delações da Odebrecht. Heimmmm?!?
As delações da Lava Jato frequentam o noticiário há dois anos e meio. Enquanto os vazamentos desgastavam Dilma e o PT, o constitucionalista Temer silenciou. No instante em que a Odebrecht joga no ventilador os R$ 10 milhões que seu departamento de corrupção providenciou para atender à requisição feita pelo próprio Temer, os vazamentos tornaram-se “ilegítimos.” Ai, ai, ai.
Dois dias antes de se avistar com Temer, Janot recebera na Procuradoria o ministro Alexandre Moraes (Justiça). A conversa ocorreu nas pegadas do vazamento que empurrou a Lava Jato para dentro dos salões do PMDB e do Planalto. No mesmo dia, o ministro se encontrou com Temer e com o líder do governo no Congresso, Romero Jucá, outro investigado do doutor Janot. Falaram sobre muita coisa, menos Lava Jato. Hã, hã…
Um procurador-geral da República que cultiva o hábito de distribuir cortesia a quem reclama investigação deveria considerar a hipótese de estender a delicadeza ao contribuinte que lhe paga os altos salários. Mas Janot parece considerar que não deve nada a ninguém. Muito menos explicações.

O genro bobalhão que se deleita em agredir o juiz Moro


O escritório do advogado Roberto Teixeira é o condutor da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Encabeçam a banca, o próprio Teixeira, suas duas filhas, Valeska Teixeira Zanin Martins e Larissa Teixeira Quattrini e o genro, marido de Valeska, Cristiano Zanin Martins.
Além do quarteto, o escritório tem em sua composição um grupo de mais de trinta pessoas, entre advogados e estagiários.
Teixeira tem ligações intimas com Lula, são compadres e parceiros inseparáveis.
O escritório obteve um assombroso crescimento após a chegada do PT ao poder e foi um grande beneficiário de pagamentos milionários de honorários oriundos da Odebrecht.
Em suas atuações, na defesa de Lula, Teixeira e Martins, não raro contratam outros profissionais, de outras bancas, sub-empreitam os serviços.
Cristiano Martins, nos meios jurídicos é conhecido jocosamente como ‘o genro do compadre de Lula’. Uma figura inexpressiva, de parcos conhecimentos jurídicos, mas que tem se deliciado em afrontar magistrados.
Com isso, tem angariado enorme antipatia popular e já causa enorme desconfiança nas hostes petistas.
A cúpula partidária tem avaliado que a atuação dos advogados de Lula tem sido inócua, fraca tecnicamente e sem nenhuma eficácia.
Estão corretos.

Gonçalo Mendes Neto


http://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/4601/o-genro-bobalhao-que-se-deleita-em-agredir-o-juiz-moro#