terça-feira, 3 de janeiro de 2017

“Graças a Deus”: A Sabedoria das pessoas comuns e o poder do acaso em nossas vidas

A felicidade de um pai trabalhador ao levar o presente de Natal para sua filha.

“A coisa mais extraordinária do mundo é um homem comum, uma mulher comum e seus filhos comuns.” — Gilbert Keith Chesterton.
Nada como começar o ano lendo uma ótima coluna de Luiz Felipe Pondé sobre a sabedoria das pessoas comuns e o poder do acaso em nossas vidas, coisas que os “intelectuais” arrogantes desprezam. E ler essa coluna logo depois da notícia trágica de um pai que matou a ex-mulher, o próprio filho de apenas 8 anos e mais outros parentes faltando poucos minutos para a virada do ano, em Campinas, é mais impactante ainda. Nos força uma reflexão sobre como tudo pode mudar em questão de segundos, como aquilo que tomamos como certo e seguro pode se mostrar frágil e trágico num “passe de mágica”.
Gostamos de crer num controle maior do que realmente temos sobre nossas vidas. Essa mensagem não precisa ser encarada como a morte da responsabilidade individual, mas sim como um chamado à humildade. Mesmo fazendo o possível, o melhor que podemos, a vida pode nos pregar peças e chacoalhar tudo, do “além”. É essa a mensagem contida na expressão “Graças a Deus”, que tanta gente comum usa por aí. Diz Pondé, após resumir as ideias de Émil Cioran, Soren Kierkegaard e Blaise Pascoal:
Sei que inteligentinhos (confesso aqui que minha inspiração para esse conceito antropológico de “inteligentinho” é o “demi-savant” de Pascal citado acima) entendem essa frase como uma marca de gente crente, alienada, ignorante, que serve de massa de manobra para ministros religiosos picaretas de todos os tipos.
E aqui fica clara a condição inteligentinha: ele, realmente, pensa que sacou tudo sobre religião quando diz isso (quando isso é, apenas, uma pequena parte do que religião é de fato). Mas, um inteligentinho nunca entende nada porque leva muito a sério sua dissertação de mestrado. Religião é coisa muito mais séria do que pensa nosso vão ateísmo de butique.
[…]
Pois bem, quando uma pessoa comum diz “graças a Deus”, ela não está manifestando sua idiotice atávica (apesar de que também se pode entender assim, mas será um entendimento inteligentinho), ela está manifestando um profundo entendimento da nossa relação com a contingência e os modos simbólicos de acolhê-la em nossas frágeis vidas.
“Deus” aqui (para além do cristianismo de fundo que organiza nossa forma de compreensão da ação da contingência no Ocidente) é essa gigantesca contingência que tudo decide, uma vez que nunca teremos controle absoluto sobre as variáveis em jogo na vida de cada um de nós.
[…]
“Graças a Deus”, reconhecimento intuitivo do fato de que estamos nas mãos da contingência incontrolável e que, por isso mesmo, devemos “agradecer” a ela tudo de bom que (por sorte) nos acontece, está em profunda consonância com a sabedoria israelita antiga e com Eliade e Lutero.
“Graças a Deus” é uma profunda forma de reconhecimento da frágil beleza da vida, e uma confissão de humildade que é, sempre, uma forma dessa mesma beleza. 
Pessoas religiosas, vistas como alienadas pelos “intelectuais” costumam demonstrar maior grau de humildade diante da existência, enquanto inteligentinhos arrogantes pensam ser possível controlar tudo com base no conhecimento e na razão, como filhotes de Prometeu. Não perceberam que a própria razão pode nos mostrar seus limites, e que costumes e tradições antigas podem acumular muita sabedoria.
Há mais sabedoria nas pessoas comuns do que os “intelectuais” gostariam de admitir. Podemos fazer o que estiver ao nosso alcance, mas isso nunca será o suficiente: haverá sempre aquilo que não controlamos que escapa ao nosso comando e define muitas vezes nosso destino, que está “nas mãos de Deus”. E isso pode fazer toda a diferença do mundo.
Muitos aproveitam essa época do ano para pedir coisas, fazer promessas. Eu gosto mesmo é de agradecer. Por mais um ano com saúde, com minha família unida, com emprego, com amigos. Enfim, demonstro toda a minha gratidão a isso tudo que tenho, à minha qualidade de vida, ao fato de estar vivo. Sei que, apesar de todo o esforço individual para preservar tais coisas, no final há um grande fator de sorte nisso tudo, de acaso que não controlo. Posso até ser um ateu, mas é graças a Deus que posso desfrutar de tudo isso. Obrigado!
Rodrigo Constantino
http://rodrigoconstantino.com/artigos/gracas-deus-sabedoria-das-pessoas-comuns-e-o-poder-do-acaso-em-nossas-vidas/ 

Quando o respeito à lei é falta de vergonha na cara


Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, está certo: ele não desrespeitou lei alguma ao se valer, ontem, de helicóptero oficial para resgatar seu filho que passara a noite do réveillon em animada festa em condomínio às margens do lago de Furnas, tradicional balneário do Estado.

Em nota divulgada pelo Facebook, Pimentel afirma que o uso da aeronave é regulamentado por decreto publicado em 2005. À época, o governador de Minas era o hoje senador Aécio Neves (PSDB), que voou de helicóptero e de jatinho oficiais para cima e para baixo, emprestando-os, inclusive, a amigos necessitados.

Portanto, assim como Aécio, Pimentel tinha o direito, sim, de voar em helicóptero comprado com dinheiro público e mantido com dinheiro público, para ir passar o domingo com o filho onde bem quisesse, como ele alegou ter sido sua ideia original. Ou para simplesmente ir buscá-lo porque o garoto parecia indisposto.

O que a lei não proíbe é permitido. E, se ainda por cima, ela regulamenta o que a outros horroriza, fim de papo. Mudemos de assunto. Se um dia Pimentel for deposto, certamente não será por uso indevido de equipamento do Estado. Poderá ser por uso de dinheiro ilegal em campanha, mas essa é outra coisa.

Sérgio Cabral governou o Rio de Janeiro por oito anos. Usou helicóptero oficial até para transportar o cachorrinho da família nos fins de semana. Usou jatinhos de empresários e de fornecedores de serviços ao governo para voar de férias ao Caribe. E nada disso configurou crime. No máximo, falta de vergonha na cara.

Minas Gerais é um Estado quebrado como o Rio? É. Seria um despropósito cobrar de quem o governa moderação extrema com gastos supérfluos? Não. Faltou moderação a Pimentel. E também vergonha na cara. Se lhe sobrasse vergonha, deveria no mínimo pedir desculpas aos mineiros e ressarcir o Estado do gasto desnecessário.


Por Ricardo Noblat

Manshiyat Naser, Egito


E a cidade da reciclagem. A cidade está praticamente debaixo do lixo, já que o local se tornou hum aterro sanitário que recebe o lixo das milhões de pessoas da capital do Egito.
Os habitantes da cidade são especializados em reciclar e conseguem aproveitar quase 90% do que é descartado. Apesar de ser hum trabalho digno que realmente precisará ser feito enquanto houver tanto desperdício, a vida dessas pessoas é muito difícil, e para muitos de nós é difícil imaginar viver sem saneamento básico, sem eletricidade e outras coisas com como quais estamos tão acostumados .

Amor com os animais

Este cão nasceu com megaesôfago congênito, quando o esôfago é alargado e não tem a mobilidade muscular para engolir alimentos quando o cão está na posição horizontal. Sem ajuda a comida ficaria presa em sua garganta. Mas, graças a uma cadeira especial, a gravidade ajuda a comida a chegar ao estômago.
Obviamente, possuir um cão nessas condições não é tarefa das mais simples, pois é preciso paciência para que o animal se adapte a usar a cadeira, mas isso não é nada que seja impossível para quem realmente ama os animais.
Este homem do vídeo, treinou seu cachorro a sentar em uma cadeira construída por ele – modelo conhecido como “cadeira Bailey” – toda vez que ele se alimenta. Para sobreviver o cão só precisava mesmo de um papai humano amoroso e isso foi o bastante para que sua deficiência fosse superada.
Queremos que este vídeo motive as pessoas a amar e cuidar de seus animais de estimação que possuem qualquer deficiência. Abandono não é a solução, amor é.